Fibromialgia

Fibromialgia – Causas, Sintomas, Tratamento

Dores no corpo todo: o que é a fibromialgia? Fibromialgia é uma condição clínica de causa não totalmente esclarecida, caracterizada por dores difusas associada a fadiga, insônia, distúrbios funcionais e psiquiátricos. As mulheres são as mais afetadas, geralmente entre 30 e 50 anos de idade. Costuma se iniciar na região do pescoço e ombros, progredindo para outras áreas do corpo. A intensidade da dor pode ser moderada a forte, tornando-se incapacitante em alguns casos. O paciente pode apresentar mal-estar geral, sensação de fraqueza muscular, dores de cabeça e zumbido. É comum ainda um relato de rigidez pela manhã inferior a 15 minutos. O sono é não reparador, deixando o indivíduo cansada durante todo o dia. Sintomas depressivos, ansiedade, irritabilidade e falta de concentração também estão presentes na maioria das vezes. O diagnóstico é clínico e o tratamento é multidisciplinar, envolvendo medicamentos, psicoterapia, higiene do sono e atividade física. Se você tem sintomas parecidos com os citados acima, agende uma consulta com um reumatologista.

O QUE É?

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, caracterizada principalmente por dor musculoesquelética generalizada e fadiga. Geralmente está associada a distúrbios funcionais e psiquiátricos variados, como cefaleia crônica, síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica, síndrome de dor miofascial e distúrbio temporomandibular. É mais prevalente em mulheres e muito comum nas consultas de reumatologia.  

CAUSAS

A fibromialgia não é uma doença ocupacional. Ela acontece como uma síndrome de sensibilização central em que ocorre uma resposta anormal e inadequada do sistema nervoso central aos estímulos periféricos, com amplificação da dor. Alodinia, hiperalgesia e dor persistente fazem parte do quadro. Existe forte componente genético e cultural associados.  

SINTOMAS

O paciente com fibromialgia apresenta um quadro inicialmente insidioso, com dor em queimação, peso, contusão ou “exaustão” da região afetada. A região da nuca, pescoço e ombro também fazem parte das manifestações iniciais, mas os sintomas logo tornam-se amplos e difusos. Há dificuldade de localizar a dor e frequentemente os pacientes relatam dor “nos ossos” e/ou “nos nervos”. Além disso, queixas de rigidez articular, fadiga, sintomas depressivos, sono não reparador, oscilações de humor, alteração do hábito intestinal e cefaleia são muito comuns. Ao exame clínico, não é notado sinal de doença sistêmica, anormalidade articular ou perda de força. Percebe-se diversos pontos dolorosos difusos, mas a presença de “pontos-gatilho” não é essencial para o diagnóstico. A fibromialgia pode estar relacionada a outras doenças reumatológicas como osteoartrite, artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjogren, entre outras.  

PONTOS DOLOROSOS

Os pontos dolorosos da fibromialgia, também chamados tender points, não representam uma estrutura anatômica definida, mas incluem sítios na musculatura, ligamentos ou áreas de bursas. A resposta do paciente à pressão de cada ponto doloroso é bastante variável. Para o diagnóstico de fibromialgia, não é necessária a análise específica desses pontos. Fibromialgia Fonte: Uptodate, 2021 CID: M79.7  

TEM CURA?

A fibromialgia é uma doença crônica, porém, é possível controlar os sintomas e manter uma boa qualidade de vida, associando medidas farmacológicas e não farmacológicas.  

TRATAMENTO

A abordagem da fibromialgia deve incorporar estratégias farmacológicas e não farmacológicas, com acompanhamento multidisciplinar e participação ativa do paciente. Educação: reconhecimento por parte do paciente da natureza dos seus sintomas, dos objetivos e etapas do tratamento e da necessidade de sua participação ativa para melhora do quadro. Exercícios: o combate ao sedentarismo e o estímulo aos exercícios físicos estão entre as medidas mais reconhecidas como essenciais para o tratamento da fibromialgia. Os exercícios aeróbicos foram os mais estudados, e além de reduzirem os sintomas, melhoram a função, os aspectos emocionais e a qualidade de vida. Terapias psicológicas: depressão e ansiedade devem ser levadas em conta na abordagem terapêutica. A terapia cognitivo comportamental tem destaque nesse aspecto. Tratamento farmacológico: algumas classes de medicamentos são mais utilizadas, como os antidepressivos tricíclicos e os inibidores de recaptação de norepinefrina e serotonina. Para mais informações, procure um reumatologista. Livro da Sociedade Brasileira de Reumatologia. José Tupinambá Sousa Vasconcelos. 2019 Reumatologia: Diagnóstico e Tratamento. Marco Antonio P. Carvalho. 5ª edição 2019 Reumatologia. Marc C. Hochberg. 6ª edição

TRATAMENTOS

   
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