A osteoporose é uma doença óssea silenciosa (CID: M81, M81.0, M81.4, M81.8, M81.9) que enfraquece os ossos, tornando-os mais frágeis e propensos a fraturas.
Ela é caracterizada pela baixa densidade mineral óssea e pela deterioração da microarquitetura do osso.
A doença é muito comum em mulheres após a menopausa (50 a 65 anos) e em homens acima dos 50 a 70 anos.
Sintomas da osteoporose
A osteoporose geralmente não causa sintomas até a ocorrência de uma fratura. As fraturas mais comuns acontecem em ossos como:
- Rádio distal (punho)
- Vértebras
- Fêmur
- Úmero
Em pessoas idosas, é importante observar sinais que aumentam o risco de quedas, como desequilíbrio, fraqueza muscular, visão comprometida, pressão baixa ao levantar ou alterações cognitivas.
Fatores de risco
Os principais fatores que aumentam o risco de perda óssea incluem:
- Sexo feminino
- Raça branca
- Menopausa
- Idade acima de 60 anos
- Histórico familiar de fraturas ou osteoporose
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool (≥3 doses/dia)
- Baixa ingestão de cálcio
- Sedentarismo
- Baixo peso (IMC < 19 kg/m²)
- Deficiência de vitamina D
Entre as causas mais comuns de osteoporose secundária estão: hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, síndrome de Cushing, doença celíaca, artrite reumatoide, lúpus, diabetes tipos 1 e 2, hipogonadismo, cirurgia de by-pass gástrico e uso prolongado de medicamentos como glicocorticoides, quimioterápicos, lítio e antirretrovirais.
Causas
A osteoporose pode se desenvolver por diferentes motivos, como:
- Deficiência de hormônios sexuais
- Alterações hormonais como o hiperparatireoidismo secundário
- Redução na formação de tecido ósseo
- Aumento de gordura na medula óssea (adipogênese)
- Osteossarcopenia
- Sedentarismo
Diagnóstico
O diagnóstico começa pela avaliação dos fatores de risco e pelo exame físico, que pode estar normal ou mostrar sinais de fraturas anteriores.
O exame padrão-ouro é a densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral óssea e avalia:
- Risco de fraturas
- Necessidade de tratamento
- Resposta à terapia
Na presença de fratura de baixo impacto, o diagnóstico pode ser feito mesmo sem a densitometria.
Radiografias simples ajudam na detecção.
Prevenção e tratamento
A prevenção deve começar cedo, ainda na infância e adolescência, e inclui:
- Alimentação rica em cálcio
- Redução do consumo de sódio
- Exposição solar adequada (vitamina D)
- Exercícios físicos regulares
- Evitar tabagismo, excesso de álcool, proteína e cafeína
O tratamento pode envolver:
- Mudanças no estilo de vida
- Terapia medicamentosa com:
- Bisfosfonatos (alendronato, risendronato)
- Denosumabe
- Teriparatida
- Terapia de reposição hormonal (TRH)
- Raloxifeno
A suplementação de cálcio e vitamina D costuma acompanhar o tratamento.
Perguntas frequentes
Osteoporose tem cura?
Não. É uma condição crônica. O tratamento busca reduzir fatores de risco e prevenir fraturas.
O que é fratura de baixo impacto?
É uma fratura que acontece em situações de trauma mínimo, como uma queda da própria altura, e indica fragilidade óssea.
Quem deve fazer a densitometria óssea?
Pessoas com fatores de risco, mulheres após a menopausa e homens acima dos 70 anos devem fazer o exame, além de pacientes com histórico de fraturas por baixo impacto.
A alimentação pode ajudar no tratamento?
Sim. Uma dieta rica em cálcio, vitamina D e proteínas contribui para a saúde dos ossos e potencializa o efeito do tratamento medicamentoso.